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TD-OFF - A FESTA DA BOA VIZINHANÇA

Enviado: Qui Jul 30, 2026 12:24 pm
por Madruguinha
Por muitos anos, acostumei-me a ser um solteiro convicto. Geralmente, quem me interessa não é parte interessada, e o inverso também se aplica. Posso dizer que amei de verdade apenas uma vez, e a menina em questão ajudou a moldar parte do que sou hoje. Antes dela, eu acreditava no amor, na fidelidade e na família. Esboçamos planos, demos nome para uma futura filha, trocamos poesias... Proferimos diversas juras; porém, não tardou para que ela criasse coragem e dissesse que não mais me queria. Trocou-me, despedaçou-me e me jogou para escanteio depois de eu ter feito o inimaginável para tê-la em meus braços. Desde então, precisei ocupar essa lacuna com outras pessoas, atividades e coisas.

O início do luto não foi fácil. Antes da aceitação, veio a negação. Eu vivia à espera de algo que nunca veio a se materializar. O telefone não tocou, o pedido de perdão não veio. Foi complicado visualizar um futuro diferente daquele que fora sonhado. Nesse estágio, precisei trabalhar, estudar, escrever, sair, conhecer novas pessoas etc., tudo com mais frequência do que o habitual. Entretanto, os dias passaram e, quando dei por mim, a dor deu lugar ao costume. Aceitei e percebi que, querendo ou não, continuei; que, capaz ou não, suportei.

Dias, meses e anos passaram.

Quase me apaixonei, quase namorei, quase morri, quase me formei e quase larguei a putaria. QUASE. Alguns acreditam que todas as histórias já estão escritas e que os destinos são traçados desde a maternidade. Não tenho opinião formada sobre isso (não mais; em certa altura, já tive), só sei que a vida me aprontou uma peça que preciso compartilhá-la. Ainda que aqui, dessa forma, atrás das cortinas, em off.


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O calendário destrinchava uma segunda-feira com clima atípico para o mês e para a cidade onde ocorreu a história. Novembro, Rio de Janeiro, subúrbio. Não fazia calor naquele dia. A noite já havia caído, e eu estava devidamente descansando em meus aposentos. A temperatura dava um desconto ao ar-condicionado velho de guerra e também a alguns reais na fatura da concessionária. O ventilador de teto cumpria o papel de espantar os mosquitos e produzir ruído aos meus ouvidos até que eu apagasse.

Marcava por volta de onze e meia. Havia alguns anos, esse era um horário que eu aguardava com ansiedade nas segundas-feiras. Nele, graças ao blog de um cantor, compositor e escritor, tomei mais gosto pela leitura e, consequentemente, pela arte de escrever. Aquelas linhas faziam-me viajar sem precisar sair do quarto e ajudavam a energizar e direcionar o restante da minha semana.

No aludido horário, uma mensagem de alguém muito estimado chegou ao meu WhatsApp para mudar a história, o rumo, o plano. Dessa vez, a viagem seria curta, porém física:

— Grandes chances de ser a puta que você tanto quer descobrir que o fulano está saindo, mas que não quer te passar o contato. — dizia a mensagem, acompanhada de um link.

A adrenalina do “proibido”, a instigação que o mistério causa, o pequeno cafajeste interior e o tesão que as fotos do anúncio proporcionaram mexeram com a minha alma e sacudiram meu espírito.

— Caralho! Será, cara!? Muito gostosa, puta que pariu! Porra, vou ver qual é dessa mina. Já vou iniciar a entrevista. — respondi e cumpri de imediato o que falei que faria, sem me importar com a volta que o ponteiro dava.

Só não esperava que o contato, adicionado em segundos, estivesse tão disposto a embarcar naquela coisa tão súbita...

— Oi, boa noite. — respondeu a garota, para a minha surpresa e agitação.

Nos trinta minutos seguintes, já estava tudo alinhado. Local, preço, deslocamento e a disponibilidade da menina fizeram com que todos os trâmites fossem aprovados e realizados em tempo recorde. Higiene feita e carro no asfalto.

O hotel ficava a dez minutos de casa, em uma rota superconhecida. Por ser barato, não tive muito o que temer. Quer dizer, o fato de o deslocamento de Uber ser acertado apenas no fim, junto ao valor do programa, deixava uma pulga atrás da orelha e a possibilidade de levar um bolo. Mesmo assim, paguei para ver.

Logo no início do trajeto, já percebi que havia esquecido algo em cima da bendita cama que deveria estar me servindo de descanso para o dia de trabalho seguinte. Minhas companheiras de diversão e sanitarismo foram deixadas para trás, e eu até tinha tempo, mas decidi não voltar para apanhá-las. A certeza de que encontraria aberta a drogaria 24 horas do bairro vizinho riu de mim. Passei desacelerado em frente ao estabelecimento e encontrei suas portas arriadas, com moradores de rua embaixo da marquise, vivendo suas vidas na sarjeta.

Não desanimei. Tudo era perto e, em última instância, eu iria para o combate mesmo com armaduras estranhas. A dama me pediu meia hora para se arrumar e a confirmação, por meio da foto da chave do quarto, quando eu chegasse. Embiquei meu popular na garagem do hotel, preenchi a ficha de locação e fiz o pagamento de um quarto sem luxos. Subi, conferi que havia preservativos no armário sobre o frigobar e quase relaxei por completo.

O quarto era funcional, limpo e espaçoso, com boa cama, chuveiro quente, toalhas ensacadas, cadeira erótica, ar-condicionado e TV. Apesar de barato, não ouso dizer que faz feio para quem decide dar uma namorada por ali. Enviei a foto da chave e fiquei no aguardo.

— Quase pronta, já já chamo o Uber e daqui a pouco tô aí. — escreveu.

O “já já” não foi tão “já já” assim. Lembro que dei umas piscadas e precisei lutar contra o sono na meia hora seguinte. Passou pela minha cabeça que eu estava ficando sem freio, dadas as circunstâncias que me levaram a marcar o programa tão rapidamente e já no entrar da madrugada. Todavia, não dava mais para retroceder.

Entre as mensagens “Entrei no Uber”, “Cheguei” e o telefonema da recepcionista avisando que a minha acompanhante havia chegado, não se passaram mais de quinze minutos. A garota era de pertinho, da área, de um perímetro bastante próximo.

— Pode liberar a subida dela. — respondi ao telefone.

A adrenalina se faz presente. A inquietação diante da revelação do desconhecido se manifesta. O nervosismo de toda primeira vez lateja. A campainha toca, e o inimaginável acontece.

A porta se abre, e a saia se ajusta a ponto de apertar meus culhões. A garota de programa convidada é, para minha apreensão, uma vizinha que mora duas casas depois da de minha mãe.

"Quantas vezes eu estive
Cara a cara com a pior metade?
Quantas vezes a gente sobrevive
À hora da verdade?"
(GESSINGER, 2002)

Humberto Gessinger, o cantor, compositor e blogueiro que, há pouco mais de uma década, me inspirava a ler e escrever por meio de seu blog, que eu acompanhava sempre que as segundas viravam terças, compôs, em 2002, a canção Surfando Karmas & DNA. Tomando-a emprestada, sem pedir licença, utilizo-a para dar o tom ao episódio que foi recebê-la ali.

Betina — nome que escolhi para chamá-la — está longe de ser, literalmente, a pior metade de uma cara. Ela é uma negra de estatura mediana, cabelos cacheados, sorriso metálico, seios médios, belas pernas e uma bunda de destaque. Do tipo magrelícia gostosa, que faz meu pau ficar ereto sem qualquer cerimônia. A situação em si, porém, era nova e inusitada.

Ficamos ali, nos encarando na entrada do quarto, durante segundos de muita tensão e indecisão. Passou pela minha cabeça abortar a missão; creio que pela dela também. Porém, decidi convidá-la a entrar. Ela topou, e sentamos na cama para conversar e competir para ver quem distribuía mais sorrisos amarelos. Frases do tipo: "Eu não acredito, cara...", "Tô morrendo de vergonha" e "Caralho, e agora!?" foram proferidas pelos dois quase instantânea e concomitantemente.

Eu sempre quis pegar essa menina. Perdi as contas de quantas vezes comentei isso com meu irmão — que mora com minha mãe e também a tem como vizinha — quando a encontrávamos pela rua. Se ela fosse feia, sem sal ou infiel às fotos do anúncio, eu faria o pagamento do programa e a liberaria do trabalho. Mas não. Betina era a gostosa que eu sempre quis comer, e não dava para jogar a oportunidade no lixo.

Fiz questão de salientar que tudo ficaria em sigilo, se dependesse de mim, e ela assentiu, prometendo que faria o mesmo. Dito isso, brinquei dizendo que, como já estávamos no inferno, só nos restava abraçar o capeta. Ela riu um pouco e pediu permissão para acender um cigarro, pois estava tremendo de nervosa. Concordei, e ela foi relaxando enquanto o tragava.

Um pouco mais confiantes, ela em pé ao lado da cama e eu sentado no móvel, conversamos um pouco para quebrar o gelo. Discorremos sobre a situação bizarra e sobre como havíamos parado ali em tão pouco tempo. Obviamente, rolaram perguntas típicas de quem se conhece apenas de vista e que agora estava se tornando mais íntimo, até que o impulso sexual da minha parte e o lado profissional dela ganharam espaço.

Não consigo descrever com precisão a vestimenta com que ela chegou ao local. O enredo em si e o tempo transcorrido não colaboram. Acho que vestia um vestido preto colado ao corpo, carregava uma pequena bolsa e usava salto alto. Comentei que tudo havia acontecido tão rápido que eu até tinha esquecido os preservativos. Ela, metendo a mão na bolsa, disse que não havia problema, pois tinha um monte dos que sempre pegava no posto de saúde. Não havia mais impedimento, tampouco a necessidade de um novo investimento para retardar aquela transa.

Após terminar de fumar e dar uma passada rápida pelo banheiro, Betina voltou para a cama e veio deitar-se ao meu lado. Abracei-a e puxei sua cabeça para que se apoiasse em meu tórax, a fim de iniciar alguns carinhos. Comecei pelas mãos, braços e cabelos, até que, depois de algum tempo, partimos para os beijos.

Não sei se devido à situação diferente ou por característica dela mesma, mas a senti mais passiva do que as últimas GPs com quem saí. Comecei com beijos leves para observar sua reação e os julguei bons. Apesar do cigarro tragado anteriormente, o hálito estava agradável. Houve troca de línguas, e ela fechava os olhos e movimentava bem os lábios, aparentando estar curtindo o momento.

A temperatura subiu, e decidimos nos despir lentamente. Ela tirou o vestido, eu a camisa, enquanto ambos ainda relutávamos em nos desfazer das roupas íntimas.

Nesse momento, pude ver seus seios médios, de bicos pretos salientes, bem como sua barriga sequinha, de quem nem parece ser mãe. Lambi, chupei e mordisquei esse conjunto antes de subir e beijá-la mais um pouco. Iludido pela primeira boa sessão de beijos, acabei sofrendo um corte no clima quando ela, durante a segunda sessão, pediu que eu a beijasse com mais calma. Sem entender, respeitei o pedido, saí de cima dela e fiquei ao lado, sem ação. Foi então que Betina analisou a situação e tomou a iniciativa de me fazer sexo oral para que as coisas voltassem a fluir.

A cachorra desceu até o meu membro na pele sem relutar ou aparentar qualquer nojo. Segurou-o pela base e o estimulou enquanto o levava à boca o máximo que conseguia, sentindo-o crescer. Não havia muita saliva, mas a pressão e a velocidade eram boas. Havia disposição da parte dela e, até ali, Betina entregava um serviço que eu considerava bom. Longe de figurar entre os melhores beijos e boquetes que já recebi na vida, mas mais distante ainda de estar entre os piores.

Após terminar o oral, quis colocar a camisinha para começar a transa, mas foi interrompida e precisou esperar um pouco, pois eu queria provar sua xana.

Antes de começar a explorá-la, recordei as inúmeras vezes em que a vi sentada no meio-fio, sem um pingo de modos, toda aberta conversando e consumindo drogas lícitas e ilícitas com as amigas na rua onde mora. Os microshorts colados ao corpo lhe conferiam um volume capaz de me deixar com água na boca e o tesão nas alturas toda vez que eu a via naquela situação. Até ali, eu havia encontrado uma Betina cheirosa e bem cuidada, mas tinha minhas dúvidas sobre se encontraria a mesma higiene nas partes mais íntimas. Preconceito por conhecer um pouco de seu estilo de vida? Sim. E um preconceito que se mostrou um grande engano.

Desci a calcinha rosa de Betina e fiquei surpreso com a ppk. Eu a imaginava grande, inchada, carnuda e volumosa como quando a observava na calçada, todavia, mostrou-se pequena, delicada e charmosa. Vai ver era o volume do absorvente todas a vezes ou apenas uma ilusão de ótica.

Não desanimei nem perdi o apetite. Suas partes íntimas estavam ainda mais perfumadas do que o restante do corpo. Limpa e bem cuidada, convidava à aproximação, como de fato aconteceu. Concentrei minha atenção no grelinho diminuto e a safada, já excitada, se contorcia, prendendo minha cabeça entre os joelhos e acariciando os próprios seios.

Eu poderia ter permanecido ali por mais tempo, não fosse o pescoço cansado e travado pela posição desconfortável em que me encontrava.

Com a pica duraça tocando a roupa de cama, era impossível esconder meu estado e a puta percebeu. Betina pegou a camisinha do SUS e vestiu, punhetando e fazendo cara de ordinária. Com as costas na cama, vi a safada projetar o corpo dela para uma cavalgada invertida que, com aquela bunda ao alcance das minhas vistas, só fez aumentar meu tesão.

Quente e úmida, o encaixe naquela xaninha ocorreu com facilidade. Betina acomodou o precoce dentro dela, roçou pra frente e pra trás, quicou não mais que 5 vezes e me finalizou. Saiu de cima dizendo que a minha porra era muito quente, e ali voltei a sentir falta do material que havia deixado em casa.

Se algum dia, ao passar pela rua da minha mãe, alguém me chamar de Schumacher, saberei que ela quebrou o contrato de silêncio que estabelecemos. Ainda tínhamos bastante tempo pela frente e eu contava com a segunda que, quando acontece, costuma ser mais prolongada. Fui ao box para me lavar e retornei ao quarto ainda ereto. Ansioso sim, mas raramente prostrado.

A puta se pôs a inspecionar a higiene e acelerou o processo de convalescença com um novo boquete. Tava prazeroso; ainda assim, quis voltar a chupá-la. Coloquei-me novamente entre suas pernas na posição de sujeição, com o intuito de retirar-me dali apenas quando ganhasse seu gozo. Alternando entre chupar, linguar e massagear grelinho e clitóris, a vi se desmanchar na minha boca em movimentos pélvicos e falas do tipo: "Isso, isso!", "Assim, assim." e "Não para que eu vou gozar!". Obediente, persegui o objetivo até ganhar seu doce mel em uma tremida ditosa.

Com o gozo escorrendo pelas pernas e deixando a entradinha do cu lubrificada, sobreveio-me uma daquelas tentações difíceis de ignorar. Durante a negociação do programa, a possibilidade de sexo anal havia sido descartada logo de início. Como uma criança que não resiste à curiosidade diante daquilo que deseja, restou-me apenas explorar os limites permitidos com cautela e discrição, para não dizer que não havia tirado algum proveito da situação.

Ainda houve uma última tentativa de sondar a possibilidade, mas a resposta negativa veio à galope.

Lógico que, passados a desconfiança e o constrangimento iniciais, desejei comer o cu da vizinha da minha mãe para completar o que chamamos de "barba, cabelo e bigode". Não conseguindo, pedi para comê-la de bruços como acalanto.

A bunda de Betina merece palmas. Digna de "É big, é big, é big" de tão big que é. Lisa, firme e voluptuosa, segurar o ímpeto de largar umas mordidas naquelas nádegas não foi fácil. Elas parecem uma lombada alta, daquelas que carro rebaixado sofre para atravessar. A puta achou melhor colocar um travesseiro por baixo e se posicionou arrebitada no centro do leito para que eu pudesse estocá-la.

Se ela julgou ser essa a melhor forma, realmente comer aquele traseiro necessita de uma aerodinâmica de excelência. Entrei nela devagar, mas a combinação daquela enorme bunda, mais a humildade e protuberância do meu pênis e barriga respectivamente, demoraram a atingir aderência. Eu estocava e caia para um lado, repetia o movimento e caia, dessa vez para o outro. Aprumei mais quando dobrei um pouco as pernas e pude segurar melhor nas costas dela. No entanto, isso me deixava cansado e eu não iria gozar naquela situação. Foi quando pedi o ppmm pra finalizar.

Com ela de frente, as coisas fluíram melhor. Novamente bastante úmida, o cacetinho entrava sem cerimônia. O mais dentro possível, subi para beijar boca, pescoço e seios, enquanto fazia um vuco vuco de barulhar o quarto. Estava tão gostoso que nem o vício dela de pedir pra gozar me brochou. Pelo contrário. Enchi o equipamento de leite aos urros e arfei. Mais uma vez ela fez o comentário sobre a temperatura do meu gozo, nos desconectamos e fomos tomar banho juntos.

Estar com ela no box toda molhadinha e com o cabelo preso fez meu pau ficar pronto num instante. Talvez o alívio de ter completado o serviço lhe tivesse feito bem, visto que parecia mais bonita depois que terminou. Precisei me conter, pois já dava a hora e era muito tarde e caro para pedir mais. Nos arrumamos e na volta nem foi necessário chamar um Uber. Eu mesmo a deixei na esquina da rua, onde me deu um selinho e disse que qualquer coisa era só mandar mensagem.

"Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual."

Chega ao fim mais um capítulo da vida putanhesca. Nele, concluo que a atração superou a razão. Não sei se, em outro ambiente, como termas, boate, trash ou privê, meu comportamento seria o mesmo. No quarto, a sós com ela, tirando o susto dos primeiros minutos, foi impossível resistir.

Saímos uma segunda vez, e já não foi tão bacana assim. Sorte a minha? Suspeito que sim. É perigoso ter uma GP tão perto e com um preço mais acessível à disposição. Tão tentador que, mesmo após um reencontro desastroso, volta e meia me pego pensando em chamá-la. Até aqui sigo invicto.

"Só por hoje", como dizem os pacientes adictos.

Agradeço quem leu, abraços e até a próxima!