Re: SABRINA MILLER - MOTÉIS
Enviado: Sáb Ago 08, 2026 4:29 pm
PARA PRÍNCIPE DA CONDESSA.
Quem me acompanha já deve ter percebido: não escrevo relatos como quem tem a melhor das memórias para discorrer sobre as posições que fiz (ou tentei) com a garota. Primeiro porque a cabeça de cima, esse HD cansado, não ajuda; e segundo porque não tenho a pretensão e tampouco a audácia de ser visto como um ator pornô — nem poderia — que admite ter ficado 58 minutos dentro da donzela, sem cortes e sem remedinho.
Pelo contrário: costumo dizer às meninas que é mais fácil elas terem um momento de diversão do que de tesão comigo. Sou um paciente de TOC distante da terapia há anos. Já não sei se a ansiedade é um sintoma ou se virei um parasita dela. Meus beijos são amadores, boa forma eu não tenho desde o nascimento, ejaculo rápido e a minha feição mais apresentável não dura mais que três dias após a ida ao fígaro. Desconfio que aquelas que se sentem confortáveis ao meu lado não possuem apenas nervos, mas também estômago de aço.
Antes de relatar os acontecimentos, primo por construir uma ponte entre o personagem e quem lhe empresta o corpo. Considero impossível dissociar um do outro. São os capítulos da minha vida que me levam a viver e a escrever as páginas que exponho aqui. Inclusive, serão eles que, um dia, poderão me fazer parar.
Dá gosto escrever sobre os encontros com Sabrina. É que não é sempre que você encontra uma menina que te beija com vontade, que te chupa com devoção e que passa a impressão de que está ali não somente pelo dinheiro, mas também porque adora uma sacanagem. O jeito sorridente com que chega ao hotel faz você supor que ela é uma das poucas pessoas que alcançaram o sucesso de trabalhar com aquilo que lhes dá prazer.
Por essas e outras que fica difícil cumprir apenas o primeiro horário combinado com ela. Estender o tempo porque não se quer que aquilo tenha fim acaba sendo natural. Eu, que não sou de repetecar com frequência, estou aqui para contar mais um dia com ela, com um terceiro encontro já praticamente agendado. Se o Velho Barriga não mantiver o coração do tamanho da pança, em breve serei despejado.
Os beijos começam por iniciativa dela, e a mão boba idem. O melhor de tudo é que as coisas com ela não têm script, roteiro ou necessidade de perguntar o que se quer, pois seu corpo fala mais que tudo. Dessa vez, o enrosco ocorreu no Stop Time, em Bonsucesso, com direito a hidro e espumante. A pedido dela? Não. Por vontade do "freguês", que sabe que com ela tudo fica gostoso e divertido.
Quebramos taça, molhamos a suíte toda, apenas porque Sabrina é a distração ideal para os meus problemas. Da banheira quente passamos para a cama que, antes fria, não tardou a pegar fogo. No boquete de almanaque que evoluiu para um 69 covarde, confessei minha fraqueza dizendo que gozaria se aquilo continuasse por mais dois segundos. Não prestou. — Você está proibido de gozar agora, só pode depois que eu mandar! — sentenciou Sabrina. Tínhamos duas horas e meia pela frente. Como obedecer a tamanho desafio?
Vesti o plástico da misericórdia e, com uma coragem que não sabia que tinha, dei o que ela queria. A penetração com Sabrina tem abundância de beijos e apertos. Após uma sentada invertida capaz de fazê-la cansar, ligamos a TV no canal pornô, a pedido dela, e decidimos replicar a cena que passava. Sem óleo e sem técnica, fiz massagem no corpo, que naquela altura ganhava ares de templo.
Após massagear braços, barriga e pernas, sou conduzido para suas partes baixas e vou recebendo dicas para acertar nas direções e intensidades. Liberado a usar os dedos, massageio externamente com o polegar, enquanto o indicador trabalha internamente. A gata não se aguenta de tesão e diz que, desse jeito, vou fazê-la gozar. Acaricia os seios, rebola, substitui meu polegar pelo dela e explode. Levo o que ficou em minhas mãos até a sua boca, e provamos juntos.
Na sequência, me lambuzo no restante e emendo com a prática original da Grécia Antiga, até ser puxado para mais beijos. Pergunto se estaria livre para gozar, muito mais por curiosidade do que por vontade, e recebo um não como resposta. Sabrina, no alto da sua safadeza, aumentava a minha autoestima ao me fazer resistir àquele tempo todo e aproveitar o máximo dela.
O tempo voou. Logicamente, rolaram pausas para encher os copos, ir ao banheiro e conversar entre as fodas. Ninguém vira um amante profissional do dia para a noite, mas não sei por que Sabrina consegue extrair o melhor de mim — o que não significa ser muita coisa. Variamos posições que ficarão nas adivinhações (ou não) do leitor e na lembrança de quem viveu, até que gozei no final. Por cima, jogando todo o peso enquanto a beijava, na doce ilusão e gosto de sermos um só.
Uma pizza para recuperarmos a energia e conversas de quem sabe que vai se reencontrar, desenharam o nosso “até logo”.
O carro de aplicativo chega para levá-la, nos despedimos, e algo dela fica para trás — percebido por mim apenas quando chega a minha vez de deixar o hotel. Aviso a ela que já temos um novo pretexto para estarmos juntos de novo e que, enquanto isso, cuidaria bem do objeto.
Não sai dali apenas com o seu pertence. Peguei as ruas com a certeza de não ser mais o mesmo.
Agradeço a quem leu. Um abraço e até a próxima!